No dia 26 de fevereiro, o filósofo Erik Bourdeleau conduz um encontro na Casa Líquida, em que propõe uma conversa a partir do filme Swirls of Fortune (Lene Vollhardt, 14', 2025) — uma imersão alucinógena guiada pela deusa "Swirl" no universo efervescente e metaestável de The Sphere.
O filme consiste em uma série de vinhetas interconectadas, povoada por palhaços cibernéticos, coreografias de NPCs, colapsos financeiros e paisagens oníricas eletrônicas em que as fronteiras entre corpos e códigos se dissolvem, revelando novas formas cinéticas de organização. A proposta assume a forma de uma meditação especulativa em torno de uma questão-chave: que formas assume a coordenação coletiva quando se recusa a acumular?
Se a web3 reproduz as lógicas de acumulação que pretendia desfazer, é porque dificilmente consegue pensar o valor senão como ativo a (re)distribuir. É o que a proposta cosmofinanceira procura investigar.
A conversa gravitará em torno do conceito de dissipação primitiva — inversão da acumulação primitiva marxiana — e da sua inscrição experimental no mecanismo Proof-of-Celebration, desenvolvido no âmbito de The Sphere como protocolo de incorporação coletiva para um comum regenerativo das artes vivas.
Erik Bordeleau é filósofo, fugitive planner, curador e ensaísta. é Investigador em cinema e filosofia na Universidade NOVA de LisboA (IFILNOVA), Cofundou The Sphere e coordena o Cosmo-Financial Study Group em Weird Economies.